
NOVA IGUAÇU DE GOIÁS — Em um daqueles cenários típicos onde a realidade supera o absurdo, a Prefeitura de Nova Iguaçu de Goiás voltou a revoltar os moradores ao divulgar com orgulho, nos canais oficiais do município, a conclusão da reforma de uma singela ponte de madeira. O feito, anunciado como um avanço para a mobilidade rural, virou motivo de piada e indignação na cidade: o anúncio veio logo após a gestão municipal desembolsar cerca de R$ 2,5 milhões na realização de um evento festivo de grande porte.
O contraste gritante escancara a inversão de prioridades da administração pública. Para um município de pequeno porte, cuja arrecadação e orçamento deveriam ser rigidamente geridos para atender saúde, educação e infraestrutura, a conta da festa é de arrepiar.
O peso da conta: cachês milionários e ostentação
Do montante total investido no evento, mais de R$ 1,5 milhão foi destinado exclusivamente ao pagamento de cachês artísticos. A atração principal, o cantor sertanejo Zezé Di Camargo, custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 650 mil. O restante da fatia foi dividido entre outras atrações contratadas, somadas a custos astronômicos com estrutura de grande porte, equipamentos de som e iluminação, mídia e locução profissional.
A cifra é considerada desproporcional para o porte de Nova Iguaçu de Goiás, cidade que enfrenta gargalos crônicos na infraestrutura urbana e rural.
"Falta de caixa" só para a infraestrutura
A ostentação no palco ganha contornos ainda mais graves diante das declarações frequentes do próprio prefeito, que recorre ao discurso de que o município "não possui recursos suficientes" quando cobrado por melhorias definitivas na saúde pública, pavimentação e obras de engenharia de maior durabilidade — como a substituição das ultrapassadas pontes de madeira por estruturas definitivas de concreto ou aduelas.
Nas imagens a população espera que recursos sejam investidos em pontes de concretos e não a reforma e desperdício em pontes de madeiras como divulgado. As pontes de madeiras todos os anos tem de serem refeitas, então porque não deixar de fazer festas caras e investir em qualidade
A pergunta que a população consciente e responsável tem.
Para alguns da população local, publicar a reforma de um pontilhão de tábuas como "grande conquista" logo após assinar cheques milionários para shows é a prova de que a gestão perdeu o senso de prioridade. Enquanto a poeira e os remendos de madeira continuam fazendo parte do dia a dia dos moradores, o dinheiro público escorre pelo ralo dos bastidores do entretenimento.
Vale ressaltar que a política passa e benefícios bem feitos ficam.
Deixamos aqui o espaço aberto para explicações da administração o porque reformar e não construir já que recursos foi demostrado que não falta nas festividades.
OBS: os números aqui colocados estão no portal da transparência no portal da prefeitura , bem como os contratos de locação de som, estruturas, artistas e locução.