
Autoridades do distrito de Rasuwa, no Nepal, receberam um comunicado informando que um lago transbordou, dois dias após uma inundação repentina atingir a região, disse nesta sexta-feira (28) Narendra Pariyar, principal autoridade administrativa do distrito.
“Podemos ver que o nível da água no rio está subindo”, afirmou, acrescentando que ainda não está claro qual é o nível da água neste momento.
As operações de resgate com helicóptero em Rasuwa foram temporariamente suspensas devido ao transbordamento, mas já foram retomadas, segundo um porta-voz do Exército nepalês.
Cresce o número de mortos
O número de mortos pelas inundações no Nepal subiu para 469, informou a polícia nepalesa na manhã desta sexta-feira. No lado chinês, cinco pessoas morreram, segundo a atualização mais recente divulgada pelas autoridades nesta sexta-feira.
Mais de 1.300 pessoas foram dadas como desaparecidas. Equipes de resgate enfrentam dificuldades devido ao terreno montanhoso, às condições climáticas adversas, à destruição da infraestrutura e aos cortes de energia, entre outros obstáculos.
Dificuldade no resgate
A ameaça de novos deslizamentos de terra e inundações ao longo da devastada fronteira entre Nepal e China torna ainda mais perigosa a já difícil busca por sobreviventes, informou a Cruz Vermelha à CNN.
“Estamos extremamente preocupados com a possibilidade de uma nova inundação, mesmo enquanto as autoridades trabalham muito, muito intensamente para reabrir estradas que foram bloqueadas e atender comunidades que ainda não receberam assistência significativa”, disse David Fisher, chefe da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Nepal.
“Infelizmente, houve uma demanda muito alta por sacos para cadáveres.”
Dois dias após o desastre, muitas pessoas na área atingida pelas inundações ainda estão “muito desorientadas”, afirmou. Equipes de resgate e voluntários estão fazendo o possível para distribuir alertas sobre o risco de novas inundações às pessoas que ainda estão em estado de choque, disse Fisher à jornalista Kaitlan Collins, da CNN.
“É fundamental que consigamos atender tanto às necessidades emergenciais existentes quanto transmitir esses alertas o mais rápido possível”, afirmou.
Fonte: informações da Reuters
Informou TVC Brasil de Noticias