“Conforme o próprio juízo reconheceu, foi uma prisão totalmente desnecessária, tanto que o Ministério Público, que no dia anterior a prendeu, na tarde seguinte já entendia o exagero cometido. [Geicy] é uma pessoa sem qualquer antecedente criminal, que inclusive já não era mais secretária de Saúde desde abril de 2024. Assim, era impossível que ela colocasse embaraço à investigação ou mesmo praticasse eventuais novos delitos”, diz o advogado Caio Alcântara, da banca de Demóstenes. O defensor ressalta que a vereadora tem filho menor de idade “que depende exclusivamente dela seus cuidados, além de os supostos crimes investigados não envolverem violência ou grave ameaça”.
O juiz aplicou a Geicy as chamadas medidas cautelares diversas da prisão, um mecanismo de manter a pessoa sob controle da Justiça, mesmo estando fora da cadeia. Entre elas, comparecer em juízo a cada 180 dias; não ir à Prefeitura de Nerópolis, muito menos à Secretaria de Saúde local; não ficar fora da comarca por mais de 15 dias nem mudar de endereço sem comunicar ao juízo; ficar em casa das 8 da noite às 6 da manhã.
Demóstenes, que foi senador por Goiás, lembra que a solução aplicada pela Justiça foi iniciativa sua: “No Senado, uma das leis que criei foi a das medidas cautelares diversas da prisão, que devem ser utilizadas quando o investigado ou acusado não apresenta qualquer perigo para a sociedade ou para o processo. Foi justamente o que a Justiça fez ao rever a desnecessária prisão da vereadora, que como secretária da Saúde atendeu a milhares de pessoas em Nerópolis”.
Informou TVC Brasil de Noticias
