
ITAPACI — A constante falta de água que atinge diversos setores de Itapaci transbordou a paciência dos moradores e culminou em uma dura resposta do Poder Executivo municipal. Diante dos transtornos e prejuízos enfrentados diariamente por dezenas de famílias, o prefeito Dr. Fábio tomou uma medida drástica: acionou formalmente a Justiça contra a Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para exigir providências imediatas na regularização do abastecimento.
A crise no fornecimento tem gerado revolta em bairros onde o desabastecimento dura dias, deixando famílias sem água para necessidades básicas, como higiene, preparação de alimentos e limpeza.
Contrato de 30 anos sob questionamento
Em pronunciamento firme, o prefeito fez questão de relembrar que a Saneago detém uma concessão de 30 anos para a prestação dos serviços no município, contrato este que, segundo ele, não vem sendo cumprido à altura das necessidades da população.
"A população de Itapaci não pode continuar pagando a conta por um serviço deficiente. Firmamos um contrato de concessão longo, de 30 anos, no qual a empresa se comprometeu a garantir água tratada e de qualidade com regularidade na torneira de cada cidadão. O que estamos vendo na prática é um descumprimento claro desse compromisso. Não restou outra alternativa a não ser buscar o amparo da Justiça para defender o nosso povo", declarou o prefeito Dr. Fábio.
A medida judicial visa compelir a concessionária a apresentar e executar um plano emergencial de contingência, além de realizar os investimentos estruturais necessários para sanar de forma definitiva os gargalos no sistema de captação e distribuição do município.
População cobra investimentos
Moradores de áreas mais afetadas relatam que a interrupção no fornecimento tornou-se uma rotina exaustiva. Enquanto a Saneago atribui eventuais falhas a manutenções não programadas ou oscilações no sistema, a prefeitura cobra investimentos reais em infraestrutura para evitar que episódios como esses continuem se repetindo.
Com o acionamento da Justiça, a gestão municipal aguarda uma decisão liminar que determine prazos e multas diárias caso a Saneago não tome as providências operacionais cabíveis para normalizar o serviço em todos os setores da cidade.


A reportagem segue acompanhando o desdobramento da ação judicial e permanece com o espaço aberto para a manifestação oficial da Saneago.
Informou TVC Brasil de Noticias