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Curso fortalece parceria com comunitários no manejo de tartarugas marinhas no Monumento Natural Atalaia, em Salinópolis

O curso teve como objetivo capacitar os comunitários para atuarem diretamente no monitoramento e proteção das áreas de desova das tartarugas marinh...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
26/06/2025 às 15h29
Curso fortalece parceria com comunitários no manejo de tartarugas marinhas no Monumento Natural Atalaia, em Salinópolis
Foto: Kaio Hudson - DGMUC/IDEFLOR-Bio

Moradores e pescadores da comunidade da Ponta da Sofia, em Salinópolis, região nordeste paraense, participaram do curso “Manejo Participativo de Sítio Reprodutivo de Tartaruga Marinha no Monumento Natural Atalaia e seu entorno”. Promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), com carga horária de 15 horas, o curso teve como objetivo capacitar os comunitários para atuarem diretamente no monitoramento e proteção das áreas de desova das tartarugas marinhas na região.

A bióloga e técnica em gestão ambiental do Ideflor-Bio, Lorena Lisboa conduziu a parte inicial do curso e destacou a contribuição dos saberes locais para o sucesso da formação.

A capacitação foi realizada a pedido dos próprios moradores, que identificaram a necessidade de proteger os ninhos das tartarugas marinhas que se concentram na Praia do Atalaia, um dos principais balneários do Estado. A iniciativa representa um passo importante na construção de uma gestão participativa, envolvendo ativamente a população local no cuidado com os recursos naturais do território onde vivem. A programação incluiu conteúdos teóricos, troca de saberes tradicionais e atividades práticas de campo.

No primeiro dia, os participantes aprenderam sobre a importância ecológica das tartarugas marinhas, suas rotas migratórias e as cinco espécies que ocorrem na costa brasileira. A bióloga e técnica em gestão ambiental do Ideflor-Bio, Lorena Lisboa, que conduziu a parte inicial do curso, destacou a contribuição dos saberes locais para o sucesso da formação. “A escuta da comunidade é essencial para esse processo. Eles conhecem o território, sabem quando as tartarugas chegam e têm um papel insubstituível no monitoramento cotidiano da praia”, afirmou.

Na parte da tarde, as atividades foram conduzidas pela bióloga e técnica em gestão ambiental do Ideflor-Bio, Márcia Segtowich, que abordou os hábitos reprodutivos das tartarugas marinhas e apresentou os princípios do manejo reprodutivo.

Na parte da tarde, as atividades foram conduzidas pela bióloga e técnica em gestão ambiental do Ideflor-Bio, Márcia Segtowich, que abordou os hábitos reprodutivos das tartarugas marinhas e apresentou os princípios do manejo reprodutivo. Em diálogo com os pescadores, foi elaborado um plano de trabalho que orientará o acompanhamento participativo das áreas de desova durante o próximo ciclo reprodutivo. “Nosso objetivo é transformar esse conhecimento em ação concreta, com o engajamento dos moradores desde o planejamento até o cuidado direto com os ninhos”, explicou Márcia.

Campo -No segundo dia, os participantes colocaram em prática os conhecimentos adquiridos, realizando atividades de campo como identificação, marcação e translocação de ninhos. À noite, acompanharam o monitoramento da desova junto à equipe técnica do Ideflor-Bio, vivenciando todas as etapas do manejo reprodutivo. As práticas reforçaram a importância do envolvimento comunitário como uma estratégia eficaz de conservação da biodiversidade.

O curso encerrou com atividades no auditório da Ecobiblioteca Gibi Saúde e, posteriormente, na praia. Ao final, os moradores demonstraram entusiasmo com a possibilidade de contribuir ativamente com a preservação das espécies. Para o diretor de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-Bio, Ellivelton Carvalho, a iniciativa fortalece a corresponsabilidade na proteção dos territórios. “Quando capacitamos as comunidades locais, criamos uma rede de vigilância ambiental permanente. A parceria com os moradores é fundamental para garantir a continuidade e a efetividade do manejo dentro e fora dos limites do Monumento Natural Atalaia”, concluiu.

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