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Com “casa cheia”, Teatro Arthur Azevedo recebe concerto sinfônico em celebração aos 50 anos de relações diplomáticas entre China e Brasil

A apresentação integra a série de eventos realizada nos dois países em comemoração a meio século de relações diplomáticas entre as duas nações.

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
14/08/2024 às 11h49
Com “casa cheia”, Teatro Arthur Azevedo recebe concerto sinfônico em celebração aos 50 anos de relações diplomáticas entre China e Brasil
- A apresentação integra a série de eventos em comemoração a meio século de relações diplomáticas entre as duas nações (Foto: Rodrigo Ribeiro)

Obras musicais chinesas e peças do cancioneiro nordestino brasileiro encantaram o público que lotou o Teatro Arthur Azevedo (TAA), em São Luís, na noite dessa terça-feira (13), para prestigiar o concerto “Celebração Sinfônica dos 50 anos de relações diplomáticas China-Brasil”. A apresentação integra a série de eventos realizada nos dois países em comemoração a meio século de relações diplomáticas entre as duas nações. 

Promovido pelo Consulado-Geral da República Popular da China, em parceria com o Governo do Estado do Maranhão, o concerto sinfônico foi apresentado por músicos da Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sob regência do maestro André Muniz e participação do pianista maranhense Willame Belfort. 

No palco, a Filarmônica UFRN executou clássicos chineses como “Jasmim”, “Eu Te Amo, China”, "Diálogo de Flores” e “Minha Pátria”. O concerto também foi marcado pela música brasileira raiz, com a orquestra interpretando obras nordestinas, a exemplo das músicas "Gonzaguiana" e "Suíte Nordestina". 

Representando o governador Carlos Brandão, o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, assistiu ao concerto e destacou a relevância econômica e cultural da parceria sino-brasileira para o estado. Madeira lembrou que o Maranhão mantém forte relação institucional com o governo chinês, maior parceiro comercial do Maranhão. 

“A parceria Brasil-China e Maranhão-China é necessária. Ela é boa para o Maranhão, para o Brasil e para a China. A China tem uma cultura milenar, tem muito a acrescentar ao Brasil, e aqui nós temos oportunidades que podem ser exploradas e aproveitadas pela China, como tem acontecido. O governador Carlos Brandão já foi oito vezes à China, mostrando o apreço do Maranhão por esse povo de cultura tão rica, tão longeva e admirável”, frisou Sebastião Madeira. 

Formado exclusivamente por alunos da UFRN, oriundos dos cursos técnico, licenciatura, Bacharelado e Mestrado em Música, a Filarmônica UFRN se apresentou no tablado centenário do TAA com cerca de 50 instrumentistas. Com entrada gratuita, o espetáculo atraiu grande público, entre eles, estudantes do curso de mandarim ofertado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

Um dos alunos do curso que estava na plateia foi o procurador do Estado, Francisco Stênio Oliveira. Ele estuda mandarim há alguns anos e até já viajou ao país asiático para aperfeiçoar o idioma. Ele elogiou a programação comemorativa em alusão aos 50 anos de relações culturais e institucionais entre as duas nações, e enalteceu as potencialidades da China, país com forte expansão econômica e que há 12 anos se consolidou como a segunda maior potencial do mundo. 

“É uma oportunidade incrível. A China é uma experiência muito enriquecedora, abre a nossa mente para a realidade de um país que está em pleno desenvolvimento de tecnologia e de infraestrutura, mas também tem uma população muito acolhedora, com peculiaridades culturais e diferenças que ao mesmo tempo são muito interessantes de serem conhecidas”, pontuou. 

Maranhão e China: relação de cooperação

O concerto apresentado pela Filarmônica UFRN no TAA também foi acompanhado de perto pela cônsul-geral da China em Recife, Lan Heping. A representante chinesa citou uma série de parcerias comerciais estabelecidas entre a China e o Maranhão, usando como exemplo os investimentos contínuos do setor privado chinês no estado, e o importante fluxo de exportação da soja maranhense que abastece o mercado da China.  

“A China, o Brasil e o estado do Maranhão têm mantido relações amigáveis. A China sempre atribui muita importância às relações com o Maranhão e com o Brasil. Nos últimos 50 anos, os dois países, comprometidos com princípios de respeito mútuo e cooperação, obtiveram resultados frutíferos. Estou muito feliz em saber que o governador do Maranhão tem forte estima pelo desenvolvimento das relações com a China. Muitas empresas chinesas têm investimento aqui no estado, e produtos agrícolas do Maranhão, como a soja, estão sendo exportados para a China”, afirmou Lan Heping.

Localizado em Recife (PE), o Consulado-Geral da República Popular da China foi inaugurado em 2016 e tem jurisdição sobre os oito estados do Nordeste do Brasil: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Alagoas e Sergipe. A China e o Brasil começaram a estabelecer relações diplomáticas em 1974. Desde então, as relações bilaterais vêm crescendo em variados aspectos econômicos, sociais, educacionais e culturais.

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