
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão preventiva do general do Exército e ex-ministro Walter Braga Netto após ele passar por audiência de custódia neste sábado (14). A defesa de Braga Netto disse que “com a crença na observância do devido processo legal, teremos a oportunidade de comprovar que não houve qualquer obstrução às investigações”.
O ministro foi preso pela manhã no Rio de Janeiro. A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão após autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A prisão ocorreu após a corporação identificar que Braga Netto atuou para atrapalhar investigações em curso, em especial a que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Por causa disso, o general foi indiciado pela PF em novembro por três crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Além dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro e 38 pessoas foram indiciadas. O STF encaminhou o relatório policial à PGR (Procuradoria-Geral da República), que terá de decidir se oferece denúncia ou não.
Um dos motivos que levou a Polícia Federal a pedir ao STF a prisão de Braga Netto foi a ação dele para interferir na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Segundo a PF, Braga Netto “atuou durante todo o período investigativo para evitar que o colaborador [Mauro Cid] o citasse em posição destacada no contexto dos fatos apurados”.
Informou TVC Brasil de Noticias