Os roubos a farmácias caíram 33,4% no estado de São Paulo entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2023. Foram 560 registros nos oito primeiros meses deste ano, ante 841 em 2023. No recorte por região, o interior teve a maior redução, de 42,8%, passando de 395 para 226 casos. Na capital, os registros caíram 28,9%, de 342 para 243, enquanto, na Grande São Paulo, a queda foi de 12,5%, de 104 para 91 ocorrências.
Na comparação mais recente, entre 2025 e 2026, a tendência de queda também se mantém. No estado, os registros passaram de 687 para 560, redução de 18,5%. No interior, a queda foi de 27,6%; na Grande São Paulo, de 18%; e, na capital, de 8%.
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Os resultados fazem parte de um trabalho contínuo de prevenção e investigação, que vai além das prisões em flagrante. A atuação integrada das polícias Militar e Civil combina patrulhamento, monitoramento por câmeras, análise de informações e investigação para identificar suspeitos, relacionar ocorrências e reunir provas que permitam responsabilizar os envolvidos.
O delegado Clemente Calvo, responsável pela Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat) destaca que a atuação da Polícia Civil envolve um trabalho investigativo próprio, baseado na análise de informações, na reunião de provas e na identificação de grupos envolvidos em roubos a farmácias. A unidade especializada, instalada no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), conduz apurações e operações para identificar e prender os responsáveis, independentemente da ocorrência de prisões em flagrante.
“O trabalho de investigação vai muito além de uma prisão em flagrante. A partir da análise de informações, do cruzamento de dados e das provas reunidas ao longo das apurações, conseguimos identificar conexões entre diferentes crimes, mapear a atuação de grupos criminosos e planejar operações para localizar e prender os envolvidos. A integração com as demais forças de segurança também contribui para ampliar os resultados desse trabalho”, destacou o delegado.
A Polícia Civil desenvolve continuamente investigações próprias, ações de inteligência e operações policiais, que também podem ser fortalecidas pelas informações provenientes de flagrantes realizados pela Polícia Militar, em um contexto de cooperação entre as instituições.
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Durante as apurações, as equipes da Polícia Civil analisam celulares, documentos e outros materiais apreendidos, cruzam dados e relacionam diferentes ocorrências, buscando identificar vínculos entre suspeitos, organizações criminosas e delitos que nem sempre se revelam quando os casos são examinados isoladamente. Esse trabalho investigativo, desenvolvido de forma autônoma e também mediante a articulação com outras forças de segurança, contribui para o esclarecimento dos crimes e a identificação de seus responsáveis.
Por trás das ações em andamento, a Polícia Militar também utiliza inteligência, tecnologia e planejamento para prevenir os crimes e orientar o patrulhamento.
O tenente-coronel Davi de Carvalho Freixo, comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), responsável pelo policiamento de bairros como Faria Lima, Pinheiros, Vila Madalena e Itaim Bibi, explica que o monitoramento de câmeras de segurança, aliado ao Muralha Paulista e à análise de placas, características dos suspeitos, horários e regiões mais visadas, ajuda as equipes a definir estratégias de prevenção e combate.
“É mais do que um olhar direcionado às farmácias, com observação de uma possível movimentação suspeita. Existe um trabalho estratégico que nos ajuda a construir uma ‘consciência situacional’ sobre a dinâmica dos crimes em cada região”, destacou.
Segundo Freixo, o trabalho também conta com a participação da população. Empresas privadas de segurança podem ceder imagens de câmeras para o monitoramento, enquanto moradores e comerciantes contribuem com denúncias e informações que ajudam a orientar a atuação policial.
Preço muito abaixo do praticado no mercado é um dos primeiros sinais de alerta. Segundo a Polícia Civil, o consumidor também deve desconfiar de produtos vendidos fora de estabelecimentos regulares, especialmente em plataformas e redes sociais, onde pode ser difícil verificar a origem da mercadoria.
A recomendação é comprar medicamentos apenas de vendedores autorizados e exigir nota fiscal e informações que comprovem a procedência. No caso das canetas emagrecedoras, o cuidado deve ser ainda maior: os produtos precisam ser armazenados em condições específicas e, quando mantidos de forma inadequada, podem perder a eficácia.
Além de alimentar a cadeia de receptação, a compra de medicamentos de origem desconhecida pode representar riscos ao consumidor.