Geral Sergipe
Governo de Sergipe fortalece rede de atendimento e proteção às mulheres
Serviços especializados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) oferecem acolhimento, investig...
09/10/2026 23h24
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe

Uma ofensa recorrente, ameaças, controle sobre a rotina ou uma agressão física podem ser sinais de violência contra a mulher — e buscar ajuda desde os primeiros episódios pode ser decisivo para evitar que a situação se agrave. Em Sergipe, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), atua por meio das forças policiais e dos serviços especializados no acolhimento das vítimas, na investigação de denúncias e na articulação com a rede de proteção. A população também pode contribuir comunicando situações de violência às autoridades. 

A delegada Maria Socorro Carvalho Moura Sá, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher e demais Grupos Vulneráveis (DAGV) de São Cristóvão, alerta que comportamentos muitas vezes minimizados podem anteceder agressões mais graves. “Os relacionamentos podem começar com pequenos gestos de agressão e violência, como a injúria, os empurrões e a lesão corporal, chegando até o feminicídio”, destaca.Proteção

Quando uma mulher procura ajuda, o atendimento pode envolver o registro da ocorrência, a investigação do crime, orientações sobre seus direitos e o encaminhamento a outros serviços de assistência. Entre os mecanismos previstos na Lei Maria da Penha estão as medidas protetivas de urgência, que podem impor restrições ao agressor para resguardar a integridade da vítima.

Na Grande Aracaju, a Casa da Mulher Brasileira reúne diferentes serviços em um único espaço, incluindo acolhimento, apoio psicossocial e atendimento policial especializado. O equipamento também facilita o acesso a serviços de Justiça e proteção e funciona 24 horas por dia.

A proteção também envolve o acompanhamento das mulheres que já possuem medidas protetivas. Nesse trabalho, a Polícia Militar de Sergipe atua por meio da Ronda Maria da Penha, que realiza visitas e verifica o cumprimento das determinações judiciais. 

Em São Cristóvão, segundo a delegada, há um núcleo mantido pela Prefeitura funcionando nas dependências da delegacia, que oferece assistência psicológica, social e jurídica. A estrutura complementa o atendimento policial e contribui para que as mulheres recebam apoio de acordo com suas necessidades. 

Prevenção 

Além do atendimento às vítimas e da responsabilização criminal, o enfrentamento à violência inclui iniciativas voltadas aos homens autores de agressões. Os grupos reflexivos buscam promover a responsabilização pelos atos praticados e discutir padrões de comportamento e formas não violentas de lidar com conflitos.

Ações de conscientização em escolas, empresas e comunidades também ajudam a questionar comportamentos de controle e posse sobre as mulheres e a estimular relações baseadas no respeito. A prevenção, portanto, envolve tanto a identificação dos sinais de violência quanto a mudança de comportamentos que podem favorecer sua continuidade.

Saiba como denunciar

A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência. A comunicação às autoridades pode permitir a apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis, mesmo quando a vítima ainda não se sente segura para procurar ajuda.

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“Todas as pessoas ao redor da mulher vítima podem contribuir para que ela rompa esse ciclo de violência. Uma informação já permite que a polícia faça o levantamento e investigue a situação”, orienta a responsável pelo DAGV-São Cristóvão.

Em Sergipe, mulheres em situação de violência doméstica podem registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Virtual da Mulher . A plataforma também permite comunicar situações na condição de terceiro. O Disque-Denúncia 181 recebe informações, inclusive de forma anônima. Já o Ligue 180 oferece orientações sobre direitos e serviços da rede de atendimento e recebe denúncias em âmbito nacional.

Quando a agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

Reconhecer os sinais, buscar atendimento e comunicar situações de risco são passos importantes para interromper a violência. A atuação conjunta das instituições e a participação da sociedade ajudam a ampliar a proteção e a garantir que as mulheres saibam onde encontrar apoio.

Fotos: Ascom SSP