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Justiça da Itália nega extradição de Carla Zambelli e ex-deputada deve ser solta

Processo ainda precisa do parecer do ministro da Justiça da Itália

Redação
Por: Redação Fonte: TVC Brasil de Noticias
23/05/2026 às 07h27
Justiça da Itália nega extradição de Carla Zambelli e ex-deputada deve ser solta
Divulgação

 

São Paulo – A Corte de Cassação, instância máxima do sistema judicial da Itália, anulou nesta sexta-feira (22/5) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo porte de arma de fogo ilegal nas eleições de 2022. Segundo o advogado da ex-deputada no Brasil, Fábio Pagnozzi, ela deve ser solta entre sábado (23) e terça-feira (26).

 

O processo ainda precisa do parecer do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir do acórdão da nova decisão da Justiça.

 

Segundo Pagnozzi, a “Suprema Corte da Itália reconheceu que Carla Zambelli é uma perseguida política e que as provas contra ela não eram sólidas e anulou, então, a extradição, anulando assim os dois processos dela na Itália”. Assim a ex-deputada poderá deixar a prisão e viver sem pendências na Justiça do país, já que ela possui cidadania italiana.

 

“Com a decisão de hoje [sexta-feira, 22] será expedido o ofício já para a Vara criminal, para que se solte a Carla”, disse o advogado. “Foi uma vitória gigantesca para nós. A gente estava quase certo que essa extradição ia sair, mas no fim conseguimos”, completou.

 

Familiares dizem ter sido informados da decisão por meio da defesa de Zambelli no país europeu. O filho de Zambelli comemorou nas redes sociais. “É o melhor dia de todos. Minha mãe estará livre amanhã pela manhã. O advogado da Itália ligou para a gente. O julgamento na Itália foi um sucesso e minha mãe será livre amanhã”, disse João Zambelli, em publicação no Instagram.

 

O marido da ex-deputada, Coronel Aginaldo, também já informou da decisão a aliados e amigos de Zambelli.

 

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.

 

Depois, recebeu uma segunda condenação, de cinco anos e três meses, por perseguir armada um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Depois da primeira condenação, ela deixou o Brasil e foi para a Itália, onde foi presa.

 

A Corte de Apelação italiana proferiu decisões a favor da extradição de Zambelli nos dois processos em que ela foi condenada no STF. A defesa recorreu, então, à Corte de Cassação, que é a última instância da Justiça no país.

 

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