
A gestão do lixo urbano no Brasil atravessa um momento de transição crítica. O que antes era visto por muitos municípios como um serviço "gratuito" (embutido no orçamento geral), agora se torna uma cobrança direta e obrigatória. Impulsionada pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), a implementação da Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (TMRSU) — popularmente conhecida como "Taxa do Lixo" — tornou-se uma imposição federal com prazos rigorosos para os prefeitos.
Por que a cobrança se tornou obrigatória?
O objetivo central do Governo Federal com essa medida é garantir a sustentabilidade financeira dos serviços de limpeza pública. A coleta, o transporte e o tratamento de resíduos são operações extremamente caras. Sem uma fonte de receita específica, muitos municípios brasileiros destinavam o lixo para lixões a céu aberto por falta de verba para aterros sanitários adequados.
As Novas Regras e os Riscos para os Prefeitos
A legislação estabelece que a não instituição da taxa por parte dos prefeitos não é apenas uma escolha política, mas uma infração legal. As principais implicações incluem:
Como é calculado o valor?
Diferente do IPTU, que foca no valor venal do imóvel, a taxa do lixo deve idealmente considerar a geração de resíduos. No entanto, devido à dificuldade técnica de medir o lixo de cada residência, a maioria das cidades utiliza critérios como:
O Cenário Atual em 2026
Atualmente, capitais e grandes cidades já consolidaram a cobrança, muitas vezes embutida na fatura de água para garantir a adimplência. Contudo, em diversas Câmaras Municipais, o debate permanece aceso. Prefeitos enfrentam resistência popular e pressões legislativas para revogar a taxa, mas esbarram na barreira da inconstitucionalidade e no risco de responderem judicialmente por omissão.
A meta final do Marco Legal é a universalização do saneamento e a erradicação total dos lixões, transformando o lixo urbano de um passivo ambiental em uma cadeia econômica sustentável.
Em Itapaci um dos muncipios que ainda se usa o lixão ja se discutiu o transbordo do lixo para outro munciipio onde há um Aterro Sanitário, porem até o momento não esta sendo feito. Outro fator é sobre a taxa do Lixo, o projeto da cobrança da taxa ja foi aprovado pelo Legislativo e até a presente data não foi repassado para omoradores a tarifa, segundo informações da admiistração a tarifa so será cobrada apos o inicio do transbordo que terá um custo aos cofres publicos de 300 mil mês.
Vale aqui ressaltar que itapaci como outros municipios do estado fez um emprestimo para se fazer um Aterro Sanitário fato que não se cumpriu.
Hoje do emprestivo a prefeitura paga 250 mil e ainda terá que pagar pelo transbordo que segundo informações extra-oficial o lixo seguirá para Guapó ou Araguína em carretas armazenados em contenes.
Obrigatoriedade