BRASIL: O que deveria ser sinônimo de modernidade e fluidez nas rodovias brasileiras tornou-se o mais novo pesadelo de quem viaja pelo país. O sistema Free Flow (livre fluxo), que elimina as praças de pedágio físicas e as tradicionais cancelas, está no centro de uma polêmica nacional. A causa? Uma enxurrada de multas por evasão de pedágio que pegou milhões de condutores de surpresa em 2026.
O "Pulo do Gato" que Dói no Bolso
Diferente do modelo tradicional, onde o motorista para e paga (ou passa pela tag), no Free Flow o veículo é identificado por câmeras e sensores em pórticos metálicos. Para quem não possui etiquetas eletrônicas (tags), o pagamento deve ser feito de forma proativa pelo motorista em até 30 dias.
No entanto, a realidade nas estradas tem sido de confusão. Motoristas relatam que a sinalização é insuficiente ou mal posicionada, fazendo com que muitos passem pelos pórticos sem perceber que "compraram" uma dívida.
A conta que não fecha: O valor da tarifa pode ser de apenas alguns reais, mas o esquecimento gera uma infração grave:
· Multa: R$ 195,23
· Pontuação: 5 pontos na CNH
Números que Assustam e Mobilização do Governo
Dados recentes indicam que mais de 3 milhões de multas foram aplicadas desde a implementação em massa do sistema. No Rio Grande do Sul e no trecho da Rio-Santos (BR-101), o volume de reclamações e processos judiciais forçou o Ministério dos Transportes e a ANTT a reavaliarem o modelo.
Atualmente, o governo federal estuda uma suspensão temporária dessas penalidades para criar um "período de adaptação". O objetivo é permitir que o motorista regularize o débito antes que a multa seja lavrada, focando primeiro na educação e na melhoria da sinalização antes da punição.
Como se Proteger da Multa "Invisível"
Para evitar surpresas no final do mês, especialistas em trânsito recomendam:
A promessa de viagens sem interrupções ainda esbarra na falta de comunicação clara com o usuário. Enquanto o sistema não é padronizado e a sinalização não se torna onipresente, o motorista brasileiro segue em alerta máximo para não ver o orçamento da viagem ser devorado por uma tecnologia que, por enquanto, tem se mostrado mais punitiva do que eficiente.
Fonte: Redação TVC Brasil de Notícias / Assessoria de Comunicação.