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Benefício para juízes liberado pelo STF tem impacto de R$ 1,1 bi ao ano para cofres públicos

Pagamento do adicional por tempo de serviço, conhecido como ‘quinquênio’, é um adicional de 5% a cada cinco anos de carreira

Redação
Por: Redação Fonte: TVC Brasil de Noticias
29/03/2026 às 14h27
Benefício para juízes liberado pelo STF tem impacto de R$ 1,1 bi ao ano para cofres públicos
Imagem reprodução / Redes Sociais

O pagamento do adicional por tempo de serviço, conhecido como “quinquênio”, cujo pagamento a juízes e membros do Ministério Público foi autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta semana, pode custar R$ 1,1 bilhão por ano aos cofres públicos. O dado está entre os riscos fiscais previstos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.

O “quinquênio” consiste em um adicional de 5% a cada cinco anos de carreira, até chegar ao limite de 35%. O benefício havia sido extinto em 2006, mas vinha sendo aplicado em alguns tribunais nos últimos anos por meio de decisões administrativas. Em 2023, o TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a suspender esses pagamentos, mas a decisão foi suspensa pelo ministro do STF Dias Toffoli.

Em dezembro de 2023, o Novo ajuizou uma ação no Supremo questionando a postura administrativa adotada pelo Conselho da Justiça Federal e por tribunais federais e estaduais de pagar parcelas retroativas do “quinquênio” desde 2006, com correção monetária e juros de mora, a magistrados que tivessem entrado na carreira antes do fim do benefício. A ação está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Em janeiro de 2024, a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestou contra o benefício, sob o argumento de que não há ofensa ao “direito adquirido” dos magistrados.

Além disso, dados citados pela AGU na manifestação mostram que a inclusão do “quinquênio” na folha de pagamento já representava um impacto anual de R$ 200,4 milhões. O pagamento retroativo, por sua vez, tinha impacto estimado de R$ 715,2 milhões.

“Cumpre enfatizar que a chancela do pagamento de retroativos referentes ao adicional de tempo de serviço pode gerar efeito multiplicador para outras corporações, fomentando repercussões financeiras de difícil estimação”, disse a AGU na ocasião.

Limite para “penduricalhos”

Além de oficializar a volta do “quinquênio”, a decisão do Supremo criou um limite para o recebimento de verbas indenizatórias de 35% do teto do funcionalismo (equivalente ao salário de um ministro do STF, que hoje é R$ 46,3 mil).

Somando os benefícios, os salários de magistrados, procuradores e promotores podem ultrapassar o teto em 70%, chegando a R$ 78 mil.

Limite para “penduricalhos”

Além de oficializar a volta do “quinquênio”, a decisão do Supremo criou um limite para o recebimento de verbas indenizatórias de 35% do teto do funcionalismo (equivalente ao salário de um ministro do STF, que hoje é R$ 46,3 mil).

Somando os benefícios, os salários de magistrados, procuradores e promotores podem ultrapassar o teto em 70%, chegando a R$ 78 mil.

 

Fonte: R7

Informou TVC Brasil de Noticias 

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