
A ex-atriz da Globo Rejane Schumann, de 74 anos, foi encontrada em situação de vulnerabilidade em seu apartamento na capital gaúcha. A situação veio à tona na última quarta-feira, 4, durante uma ação de resgate de animais que viviam em condições precárias na residência.
Deise Falci, protetora de animais, acompanhada de agentes da 15ª Delegacia de Polícia, entrou no apartamento de Rejane para socorrer os cães e gatos da artista. No entanto, a operação acabou se transformando também em uma ação de assistência humanitária à idosa.
A ativista Deise Falci, responsável por encontrar a ex-atriz da Globo Rejane Schumann em condições de insalubridade em Porto Alegre, desmentiu os rumores de que a artista teria sido abandonada pela família. Deise, que atua em causas de proteção animal, encontrou a atriz de 74 anos vivendo em um apartamento com início de demência, sem condições de higiene e sem comida.
O caso gerou grande repercussão e levantou suspeitas de abandono. No entanto, em suas redes sociais, Deise esclareceu que o afastamento da família foi uma escolha da própria atriz. Segundo a ativista, Rejane havia se isolado após desentendimentos com o irmão, que já faleceu. A família, por sua vez, tentou manter contato diversas vezes, mas não teve sucesso. Uma sobrinha da ex-atriz, que mora em outra cidade, soube do caso pela polícia e assumiu a responsabilidade pelos cuidados da tia.
O Resgate da Ex-Atriz
A situação de Rejane Schumann foi descoberta por Deise Falci após receber uma denúncia de maus-tratos a animais. Ao chegar ao apartamento, a ativista percebeu que os animais estavam bem, mas as condições de vida da ex-atriz eram precárias. O local estava sujo, com cheiro forte de urina e fezes, e a geladeira estava vazia. A ativista mobilizou doações para Rejane e acionou a Polícia Civil, que está investigando quem estava em posse dos cartões de crédito da idosa.
Rejane Schumann foi uma atriz de destaque na década de 1970, participando de novelas de sucesso da TV Globo, como “Dancin’ Days” e “Pai Herói”. O caso de Rejane reforça a importância de a sociedade estar atenta aos sinais de vulnerabilidade de idosos, que podem estar em condições de risco, independentemente do histórico familiar.