
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, será tema de uma reunião que a Casa Branca realiza nesta quinta-feira (14) com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. O encontro discutirá a possibilidade de ampliar sanções a autoridades brasileiras, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ser enquadrado na Lei Magnitsky pelos Estados Unidos.
Motta, que já vinha sendo observado pelo governo norte-americano, voltou a atrair atenção por dois movimentos recentes: não pautar a votação da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e recuar na tramitação da PEC que põe fim ao foro privilegiado.
A proposta, acompanhada de perto pelo governo de Donald Trump, é vista como um passo inicial para abrir caminho a medidas mais amplas, como a própria anistia e até o impeachment de Moraes. Seus defensores afirmam que o fim do foro permitiria aos parlamentares votar sem o temor de retaliações por parte do Supremo.
Motta chegou a sinalizar à oposição que levaria a PEC ao plenário, mas mudou de rumo. Na última terça-feira (12), apresentou as prioridades da Câmara para o segundo semestre, dando preferência a pautas alinhadas ao governo Lula. Nesta quinta, ele se reúne com líderes partidários para discutir a agenda legislativa, sob o olhar atento da Casa Branca.
No Senado, Washington também acompanha as declarações de Davi Alcolumbre, que já adiantou que não colocará em votação o impeachment de Moraes. A avaliação, no entanto, é de que, por ora, o senador não está no grupo que pode sofrer sanções imediatas.
Fonte: Opiniões ES