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Combate ao crime, internações e parceria Tarcísio-Nunes: o que explica o fim da Cracolândia

Hoje não se vê mais usuário na região que ficou dominado por décadas

Redação
Por: Redação Fonte: GAZETA
26/05/2025 às 15h35
Combate ao crime, internações e parceria Tarcísio-Nunes: o que explica o fim da Cracolândia
REDE SOCIAL

Desde a década de 1990, diferentes prefeitos e governadores tentam colocar um fim na cracolândia, região no centro de São Paulo, que abriga inúmeros usuários de drogas que resistem às ações do poder público. De internação involuntária a construção de um muro, as tentativas da prefeitura e do governo do estado ao longo das últimas décadas foram paliativas e espalharam os usuários, criando outras cenas de uso ao ar livre pela cidade, principalmente do crack.

No último dia 13 de maio, o local amanheceu vazio após o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciar em uma postagem nas redes sociais que a cracolândia iria acabar no centro da maior capital do país. Após 10 dias, a região permanece sem usuários de drogas, mas o fim das atividades ilícitas na área ainda é tratado com cautela.

 

Após o esvaziamento repentino, não faltaram perguntas sobre o destino dos usuários de drogas e como o poder público conseguir acabar com a cracolândia. O governo Tarcísio de Freitas afirma que os resultados vieram pela “atuação multisecretarial” e pela ação integradas das polícias Civil e Militar contra o tráfico de drogas, aliada com medidas das pastas de Saúde e Desenvolvimento Social.

 

“No primeiro trimestre deste ano, as forças de segurança apreenderam 600 quilos de entorpecentes na região central. As forças de segurança têm atuado de forma integrada, buscando atacar o ecossistema do crime organizado na região”, explica o governo estadual em nota à Gazeta do Povo. Ou seja, o estrangulamento do tráfico de drogas diminuiu a oferta na cracolândia, local dominado por facções e outros criminosos que impulsionavam a venda dos entorpecentes na região.

 

O governo paulista também disse que houve a "ampliação do número de leitos para tratamento e acolhimento para dependentes químicos que buscam ajudam", sendo que desde 2023, foram mais de 30 mil atendimentos e 695 novos leitos foram criados. “Esse conjunto de ações permitiu a diminuição crescente do número de dependentes químicos na região e a requalificação de vias que antes eram tomadas pelo fluxo.” 

 

Informou TVC Brasil de Noticias

 

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