Economia ALERTA
Reforma Tributária vai barrar, já em 2026, sonegação fiscal de quem aluga imóveis urbanos ou rurais
Especialistas alertam que Reforma Tributária vai cruzar dados e ligar dinheiro de aluguel pago e recebido por imóveis urbanos ou rurais
20/05/2025 06h46
Por: Redação Fonte: TVC BRASIL DE NOTICIAS

Muitas indefinições que permanecem sobre a Reforma Tributária, já que parte grande dela ainda tramita no Congresso Nacional, não deverão, entretanto, aliviar o contribuinte sobre a declaração de coisas que antes ele deixava passar, especialmente o aluguel de imóveis, urbanos ou rurais. A partir de 2026, o Leão vai ter um instrumento mais palpável para ligar o locatário ao locador, mesmo que ambos façam transação em dinheiro na tentativa de escapar.

Esse instrumento é o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), um tipo de inventário de imóveis urbanos e rurais, com todas as informações. Este CIB, será alimentado pelas prefeituras, pelos cartórios de registro de imóveis e também pelos tabelionatos de notas.

Dessa forma, se o cidadão mora em um imóvel que não está no nome dele, o dono vai ter que dar alguma explicação para o valor de um aluguel não estar sendo lançado na declaração para a Receita Federal. Ou seja, a Receita vai intimar ambas as partes para se justificarem a que título que a pessoa reside ali.

O CIB, alerta nas redes sociais o especialista em holding e planejamento patrimonial Rodrigo Janes Braga, fará parte de um outro sistema chamado SINTER, que é o Sistema Nacional de Gestões de Informações Territoriais. O sistema é uma ferramenta de gestão pública que integra dados sobre imóveis, tanto urbanos quanto rurais, em um banco de dados geográfico único

Contriiuinte que aluga imóvel precisa se preparar para não omitir valores recebidos - Foto: arquivo/ Rovena Rosa / Agência Brasil

Muitas indefinições que permanecem sobre a Reforma Tributária, já que parte grande dela ainda tramita no Congresso Nacional, não deverão, entretanto, aliviar o contribuinte sobre a declaração de coisas que antes ele deixava passar, especialmente o aluguel de imóveis, urbanos ou rurais. A partir de 2026, o Leão vai ter um instrumento mais palpável para ligar o locatário ao locador, mesmo que ambos façam transação em dinheiro na tentativa de escapar.

Esse instrumento é o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), um tipo de inventário de imóveis urbanos e rurais, com todas as informações. Este CIB, será alimentado pelas prefeituras, pelos cartórios de registro de imóveis e também pelos tabelionatos de notas.

Dessa forma, se o cidadão mora em um imóvel que não está no nome dele, o dono vai ter que dar alguma explicação para o valor de um aluguel não estar sendo lançado na declaração para a Receita Federal. Ou seja, a Receita vai intimar ambas as partes para se justificarem a que título que a pessoa reside ali.

O CIB, alerta nas redes sociais o especialista em holding e planejamento patrimonial Rodrigo Janes Braga, fará parte de um outro sistema chamado SINTER, que é o Sistema Nacional de Gestões de Informações Territoriais. O sistema é uma ferramenta de gestão pública que integra dados sobre imóveis, tanto urbanos quanto rurais, em um banco de dados geográfico único.

Controle sobre aluguel de imóveis já é possível mesmo antes da Reforma Tributária estar completa

E mesmo que a Reforma Tributária esteja atrasada, esse tipo de “fisgada” do Leão já vai valer para quem aluga, ou paga aluguel urbano, ou rural a partir do próximo ano. Quem garante é o conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC-GO), Fernando Witicovski

“Está tudo atrasado em relação à reforma. Você tem essas medidas que são medidas impactantes, e para explicar ‘olha, isso vai valer de verdade’, ninguém nem tem certeza”, comentou em entrevista ao Diário de Goiás nesta segunda-feira (19).  E ele alerta que as transações digitais já permitem essa rastreabilidade do valor recebido, especialmente se houver regularidade nas transações, então o contribuinte que se cuide.

“A receita, cruzando os dados, ela pode facilmente colocar os dois contribuintes no que a gente chama de malha fiscal, popularmente chamada de malha fina”, destaca, citando que as inconsistências serão mais fáceis de identificar no futuro breve.

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Conforme ele, 2026 será apenas o início das mudanças previstas na Reforma Tributária, uma fase de transição que, entretanto, depende de medidas pontuais. Uma delas é a instalação de um Comitê Gestor que está previsto e nem foi apreciado pelo Congresso, quando deveria já estar formado, alerta Witicovski.

Especialista do CRC alerta para o split payment

Outra medida é o split payment. Trata-se de um mecanismo de pagamento no qual o valor da transação é automaticamente dividido entre o vendedor e as autoridades fiscais no momento em que ocorre o pagamento.

A intenção com esse mecanismo é garantir que os impostos sejam direcionados imediatamente ao governo, diminuindo a sonegação fiscal e promovendo uma arrecadação mais eficiente. Contudo, existe indefinição de como isso vai se ocorrer em várias operações, inclusive no pagamento de aluguéis.

Segundo Witicovsk, o split payment pode levar ao pagamento antecipado de imposto. “E isso vai afetar drasticamente o fluxo de caixa das empresas. É uma cadeia. A gente trabalha com capital de giro, com imposto como capital de giro”, alertou. Mesmo assim, ele acredita que ainda há tempo hábil de preparar a população para as mudanças impactantes que vão acontecer a partir do próximo ano, se houver avanço no Congresso e mobilização, por exemplo, junto aos meios de comunicação neste sentido.

Fonte: Diario de Goias